EDITORIAL

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De volta ao início

 

Noemih Sa Oliveira
Coordenadora pedagógica do Sistema Mackenzie de Ensino.

 
 

Para Luís Fernando Veríssimo, na crônica Caderno Novo, a memória de volta às aulas era essa de voltar ao que era novo. O caderno, item de destaque da lista de material, trazia com seu cheiro da papelaria inteira, não apenas a promessa do que seria escrito, do que seria vivido, mas inspirava o desejo de tratar aquele caderno tão bem como o trataria todos os deveres, toda responsabilidade. Inspirava o desejo da integridade.

 

Para o professor João Paulo, lá em Minas Gerais, em uma conversa certo dia, a volta às aulas era a volta da oportunidade de continuar a desenvolver sua gramática com os alunos – que ele acabou por publicar –; era a oportunidade para conhecer e talvez ensinar o próximo João Cabral, ou Suassuna; Adélia ou talvez Cecília. O fato é que ele dizia apenas: um dia antes da volta às aulas, eu sequer durmo.

 

Tantas pessoas mais, de diferentes tempos, em diferentes lugares, com suas memórias de escola, e, em particular, com suas diferentes lembranças do mesmo dia: o dia da volta às aulas.

 

Seja pela oportunidade de estar diante de uma nova experiência, seja pelo que essa eminente aventura inspire de nobre, seja pela oportunidade de realizar projetos, ou pela expectativa de que o ano realmente importe e o encontro entre todos os membros da comunidade escolar vá bem além do casuísmo de suas tarefas diárias, que sejam dias em que, como orou o salmista, nossas palavras e o meditar de nossos corações sejam agradáveis a nosso Deus, nossa rocha e redentor. E que esse compromisso permaneça desde estes primeiros dias até aqueles em que o caderno não será mais novo.

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